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Baru – Dipteryx Alata

Matéria: Árvore Baru – Dipteryx Alata

Autor - Fonte: Fanny Menezes

É nativo na vegetação do cerrado brasileiro e das faixas de transição da Mata Atlântica para o cerrado (na floresta latifoliada semidecidual). Ocorre nos estados de Minas Gerais (Norte, Noroeste, Triângulo Mineiro), São Paulo (norte do estado), Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Ocorre também na Bolívia, Paraguai e Peru.

Características da Árvore Baru – Dipteryx Alata

É uma árvore da família das leguminosas, subfamília papilionoídea. Nomes populares: coco-pereba, coco-barata, baru, barujo, bugueiro, cambaru, castanha-de-bugre, castanha-de-burro, coco-feijão, cumari, cumaru, cumarurana, cumbaru, feijão-baru, feijão-coco, imburana-brava e pau-cumaru.

Tem
crescimento de até 25 metros de altura com tronco podendo atingir 70 cm de diâmetro, possui copa densa e arredondada e a madeira é bastante resistente.

As folhas tem 6 a 12 folíolos, glabras, de coloração verde intensa e flores pequenas, de coloração esverdeada que surgem de outubro a janeiro.

O seu fruto, o baru é lenhoso, castanho com uma única amêndoa comestível, que amadurece de setembro a outubro.

Como plantar e cultivar a Árvore Baru – Dipteryx Alata

A árvore é perenifólia, heliófita, de terrenos secos.

Como propagar a Árvore Baru – Dipteryx Alata

De crescimento rápido, cultiva-se por sementes. Um quilograma de frutos contém cerca de 30 sementes. A semente germina em cerca de 20 a quarenta dias, e a taxa de germinação é baixa.

Utilização da Árvore Baru – Dipteryx Alata

A madeira é de qualidade superior e por ser uma árvore de crescimento rápido e pela qualidade e resistência de sua madeira, é uma planta de bastante interesse e indicada para as empresas de reflorestamento.

As sementes são uma iguaria cada vez mais apreciada e muito nutritiva, embora a dureza do fruto dificulte sua obtenção. Animais silvestres e o gado consomem a polpa aromática do fruto, assim como seres humanos, in natura ou como geléia.

O gosto da amêndoa do baru, parecido com o do amendoim, leva a população da região a atribuir-lhe propriedades afrodisíacas: diz-se que, na época do baru, aumenta o número de mulheres que engravidam. O que já se sabe é que o baru tem um alto valor nutricional. A castanha tem em torno de 23% de proteína, valor maior do que a castanha-de-caju e a castanha-do-pará.

A semente pode ser armazenada em um saco de aniagem, em ambiente fechado, por um período de um ano, sem nenhum dano para a qualidade da amêndoa. Fora do coco, as amêndoas também podem ser conservadas pelo mesmo período, desde que sejam guardadas em sacos plásticos dentro do freezer.

O preparo das amêndoas para consumo é simples. Depois de tiradas da polpa, podem ser consumidas in natura ou torradas, retirando-se a pele, como o amendoim torrado. Podem ser consumidas sozinhas ou usadas no preparo de pé-de-moleque, rapadura, paçoca, brevidades, bolos, pudim, etc.

O óleo extraído da amêndoa é de excelente qualidade, e costuma ser utilizado pela população local como aromatizante para o fumo e como anti-reumático. Apesar de todas as suas qualidades, o baru ainda não é muito comercializado, sendo raro encontrá-lo nas feiras de cidades do Sudeste. É comum, contudo, em feiras-livres e lojas de produtos naturais de Goiás, do Noroeste e Norte de Minas Gerais e do Distrito Federal.


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